Gil Vicente

 

 

    Pouco se sabe sobre a vida de Gil Vicente, pois faltam informações concretas a seu respeito.

 

- Teria nascido por volta de 1465, em Guimarães ou em outro lugar na região da Beira.

 

- Presenciou os reinados de D. João II (1481-1495) e D. Manuel I (1495-1521).

 

- Foi casado duas vezes e  teve cinco filhos, incluindo Luís Vicente, que organizou a primeira compilação das suas obras.

 

- Viveu durante um período importante da história de Portugal: Testemunhou as lutas políticas que agitaram o reinado de D. João II, a descoberta da costa africana, a chegada de Vasco da Gama à Índia, entre outros.

  

- Foi um dos principais animadores dos da corte, seja escrevendo, encenando e até mesmo representando mais de quarenta autos.

• O primeiro deles: "Monólogo do Vaqueiro" (ou "Auto da Visitação"), data de 1502

• O último: "Floresta de Enganos", data de 1536, ano que se presume seja o da sua morte, pois a partir desta data não houve mais notícias dele.

 

- É considerado um autor de transição entre a Idade Média e o Renascimento, pois a estrutura de suas peças e muitos temas foram desenvolvidos a partir do teatro medieval, defendendo, por exemplo, valores religiosos. Porém, alguns apontam para uma concepção humanista, assumindo posições críticas.

- Suas obras constituem um retrato vivo da sociedade portuguesa nas primeiras décadas do século 16, onde estão representadas as classes sociais com suas características, seus vícios e suas preocupações.


Classificação de suas obras:

- Gil Vicente classificou-as da seguinte forma:

 

• Obras de devoção

• Farsas

• Comédias

 

Na sua Compilação, Luís Vicente acrescentou-lhe um quarto gênero: Tragicomédia.

 

- Estudiosos recentes preferem considerar outros tipos:

 

• Autos de moralidade

• Autos cavalheirescos e pastoris

• Farsas

• Alegorias de temas profanos.

 

É preciso lembrar que, por vezes, na mesma peça encontramos elementos característicos de vários desses gêneros.

 

- Gil Vicente defendia um cristianismo voltado para as origens, ou seja, faz uma crítica aos membros da Igreja Católica que não seguiam as doutrinas pregadas por esta.

Como se pode ver no Auto da Barca do Inferno, quando Gil Vicente retrata os pecados do Frade: mulher e esgrima. Assim, percebe-se que a critica é voltada para o falso moralismo religioso pregado pelo clero.

Além disso, a crítica vicentina é feita através de recursos alegóricos (representar uma coisa ou sob a aparência de outra; no caso de Gil Vicente representar e criticar a sociedade do século 16 através dos personagens). Estas pretendem, entre outras coisas, provocar o riso do leitor.

 

  

 

 Fontes:

 http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u481.jhtm

 http://pre-vestibular.arteblog.com.br/14255/SOBRE-GIL-VICENTE-E-AUTO-DA-BARCA-DO-INFERNO/