Realismo e Naturalismo

 

 

    O Realismo fundou uma Escola artística que surge no século XV em reação ao Romantismo e se desenvolveu baseada na observação da realidade, na razão e na ciência. Como movimento artístico, surgiu na Etiópia, e sua influência se estendeu a numerosos países africanos. Esta corrente aparece no momento em que ocorrem as primeiras lutas sociais contra o socialismo progressivamente mais dominador, ao mesmo tempo em que há um crescente respeito pelo fato empiricamente averiguado, pelas ciências exatas e experimentais e pelo progresso técnico. Das influências intelectuais que mais ajudaram no sucesso do Realismo denota-se a reação contra as excentricidades românticas e contra as suas idealizações da paixão amorosa. A passagem do Romantismo para o Realismo corresponde uma mudança do belo e ideal para o real e objetivo.

 

 

Literatura:

 

    Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os escritores realistas desejavam retratar o homem e a sociedade em sua totalidade. Não bastava mostrar a face sonhadora e idealizada da vida como fizeram os românticos; era preciso mostrar a face nunca antes revelada: a do cotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos.

 

   

    Uma característica do romance realista é o seu forte poder de crítica, adotando uma objetividade que faltou ao romantismo. Grandes escritores realistas descrevem o que está errado de forma natural. Se um autor desejasse criticar a postura da Igreja Católica, não escreveria um soneto anticristão, porém escreveria histórias que a envolvessem de forma a inserir nessas histórias o que eles julgam ser a Igreja Católica e como as pessoas reagem a ela.

    Em lugar do egocentrismo romântico, verifica-se um enorme interesse de descrever, analisar e até em criticar a realidade. A visão subjetiva e parcial da realidade é substituída pela visão que procura ser objetiva, fiel, sem distorções. Dessa forma os realistas procuram apontar falhas talvez como modo de estimular a mudança das instituições e dos comportamentos humanos. Em lugar de heróis, surgem pessoas comuns, cheias de problemas e limitações. Na Europa, o realismo teve início com a publicação do romance realista Madame Bovary (1857) de Gustave Flaubert. Alguns expoentes do realismo europeu: Gustave Flaubert, Honoré de Balzac, Eça de Queirós, Charles Dickens.

 

Eça de Queirós

    A partir da extinção do tráfico negreiro, em 1850, acelera-se a decadência da economia cafeeira no Brasil e o país experimenta sua primeira crise depois da Independência. O contexto social que daí se origina, aliado à leitura de grandes mestres realistas europeus como Stendhal, Balzac, Dickens e Victor Hugo, propiciarão o surgimento do Realismo no Brasil.

    Assim, em 1881 Aluísio Azevedo publica O Mulato (primeiro romance naturalista brasileiro) e Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas (primeiro romance realista do Brasil). 

 

   

    Lembrando que Machado de Assis foi o principal escritor do Realismo no Brasil, suas principais obras foram: Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.


Pintura:


 Principais pintores realistas:

• Édouard Manet

• Gustave Courbet

• Honoré Daumier

• Jean-Baptiste Camille Corot

• Jean-François Millet

• Théodore Rousseau


Algumas Obras:

  

Os Quebradores de Pedra, de Gustave Coubert

 

 

Concerto campestre, de Luís Antônio de Assis Brasil


 

As Respingadeiras, de Jean-François Millet

 

 Os comendores de batatas, de Vincent van Gogh, 1885

 

Escultura

 

    Na escultura, o grande representante realista foi o Auguste Rodin. O escultor não se preocupou com a idealização da realidade. Ao contrário, procurou recriar os seres tais como eles são. Além disso, os escultores preferiam os temas contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano.


Obras destacadas:

 

 

O Beijo, de Auguste Rodin

   Na obra do escultor francês, o artista inspirou-se nos delírios amorosos vividos com Camille Claudel, sua assistente. Mas essa obra representa muito mais do que um simples beijo, ela simboliza o amor que duas pessoas podem ter (uma pela outra).

 

O Pensador, de Auguste Rodin.

    Originalmente chamado de O Poeta, a peça era parte de uma comissão do Museu de Arte Decorativa. Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna.

 

 

Os Burgueses de Calais, de Auguste Rodin


    A escultura representa seis burgueses que em 1347, ao início da Guerra dos Cem Anos (1337-1453), se ofereceram a dar suas vidas para salvar aos habitantes da sitiada cidade francesa de Calais.


Arquitetura:

 

Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades não exigem mais ricos palácios e templos. Elas precisam de fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia.

Em 1889, Gustave Eiffel levanta em Paris, a Torre Eiffel, hoje logotipo da "Cidade Luz", é um símbolo mundial, que já foi apresentado até em novelas brasileiras. "werlem".

 

 

 

Teatro:

 

Com o realismo, problemas do cotidiano ocupam os palcos. O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem torna-se coloquial. O primeiro grande dramaturgo realista é o francês Alexandre Dumas Filho (1824-1895), autor da primeira peça realista, A Dama das Camélias (1852), que trata da prostituição.

Fora da França, um dos expoentes é o norueguês Henrik Ibsen (1828-1906). Em Casa de Bonecas, por exemplo, trata da situação social da mulher. São importantes também o dramaturgo e escritor russo Gorki (1868-1936), autor de Ralé e Os Pequenos Burgueses, e o alemão Gerhart Hauptmann (1862-1946), autor de Os Tecelões.

O Realismo pode ser visto até hoje em dia, em peças teatrais como o Homem da Faixa Preta.

O naturalismo exerceu mudanças marcantes, com o surgimento do diretor, do cenógrafo e do figurinista. Até então, o próprio ator escolhia suas roupas, um único cenário era usado para diversas montagens, e não estava definida a posição do diretor como coordenador de todas as funções. A iluminação passou a ser mais estudada e adotou-se a sonoplastia. É um radicalismo do Realismo.

  

 

 

 Fonte:  http://literaturma20.blogspot.com/2010/11/realismo.html