Graciliano Ramos, quem foi?

 

 

 

      Graciliano Ramos (1892-1953) é considerado um dos mestres do Regionalismo. Suas obras passam-se no NE do Brasil e falam diretamente do povo nordestino, da seca, da realidade enfim, com uma linguagem direta e típica da região. Apesar de também ter sido contista e cronista, é como romancista que se destaca.

Nascido no dia 27 de outubro de 1892 na cidade de Quebrangulos, interior  do sertão de Alagoas. Era o primeiro dos dezesseis filhos de Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos.

     Torna-se prefeito em 1927, renunciou a seu cargo dois anos depois de seu mandato, mudando-se para Maceió, onde passa a trabalhar como Diretor da Imprensa Oficial. Casa-se com Heloisa Medeiros. E em 1933 publica “Caetés”, sua primeira obra literária, que vinha escrevendo desde 1925.

 

 

 

 

      Em 1936, foi acusado informalmente de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, resultando em sua demissão. Preso em Maceió é levado para Recife de onde embarca para o Rio de janeiro com outros 115 presos. Permaneceu preso no Rio de Janeiro até 1937, passando pelo Pavilhão dos Primários da Casa de detenção, pela Colônia Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande, retornou a Casa de Detenção e finalmente passou pela Sala da Capela de Correção. Em agosto de 1937, com ajuda de amigos, lança seu livro “Angústia” que recebe no mesmo ano o prêmio Lima Barreto pela Revista Acadêmica. Ainda em 1937, é libertado e passa a trabalhar como copidesque em jornais do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

     A Revista Acadêmica lança uma edição especial que traz treze artigos sobre o escritor. Recebe o prêmio Literatura Infantil do Ministério da Educação por “A Terra dos meninos pelados”. “Vidas Secas”, seu mais famoso romance, é publicado em 1938 e no ano seguinte o escritor é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário do Rio de Janeiro.

     Em 1945 filia-se ao Partido Comunista e lança o livro “Dois dedos e Infância”, este último um livro de memórias. Em 1948 o livro “Infância” também é publicado no Uruguai. Em 1951 é eleito presidente da Associação Brasileira dos Escritores, sendo reeleito em 1952. Em abril deste mesmo ano vai a Tcheco-Eslováquia, Rússia, França e Portugal, onde tem alguns de sues romances traduzidos. Retorna em 16 de junho, já doente, e decide seguir para Buenos Aires na Argentina onde passa a tratar dos problemas pulmonares em setembro do mesmo ano. Passa por uma cirurgia, mas os médicos não lhe garantem muito tempo de vida.

     É internado em 1953, na Casa de Saúde e Maternidade São Vitor, onde falece, vítima do câncer pulmonar no dia 20 de março. É publicado o livro “Memórias do Cárcere” sem o capítulo final, o qual Graciliano não chegou a concluir. Seus livros “São Bernardo” e “Insônia” são publicados em Portugal em 1957 e 1962, respectivamente. O livro Vidas Secas recebe o prêmio Fundação William Faulkner na Virginia, EUA. Em 1963 é lembrado pela exposição Retrospectivas das Obras de Graciliano Ramos, na cidade de Curitiba (PA), por ocasião do aniversário de 10 anos de sua morte, e pela Exposição Graciliano Ramos, realizada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Em 1965 e 1970, são publicados em Portugal os romances “Caetés” e “Memórias do Cárcere” respectivamente. Nelson Pereira dos Santos adapta para o cinema os livros “Vidas Secas” e “Memórias do Cárcere”, em 1963 e 1983, sendo que o primeiro obtém os prêmios Catholique International du Cinema e Ciudad de Valladolid (Espanha). “São Bernardo” é dirigido em 1980 por Leon Hirszman.

     São suas obras:

     · Caetés (1933);

     · São Bernardo (1934);

     · Angústia (1936);

     · Vidas Secas (1938);

     · A Terra dos Meninos Pelados (1939);

     · Brandão entre o Mar e a Terra (1942);

     · História de Alexandre (1944)

     · Infância (1945);

     · Histórias Incompletas (1946);

     · Insônia (1947);

     · Memórias de um Cárcere, póstuma (1953);

     · Viagem, póstuma (1954);

     · Linhas Tortas, póstuma (1962);

     · Viventes das Alagoas, póstuma (1962);

     · Alexandre e outros Heróis, póstuma (1962);

     · Cartas, póstuma (1980);

     · O Estribo de Prata, póstuma (1984);

     · Cartas a Heloísa, póstuma (1992);

 

 Fonte: http://entrouaprendeu.blogspot.com/2009/05/literatura-resumo-sobre-graciliano.html

            http://www.infoescola.com/literatura/graciliano-ramos/