José de Alencar, o Romancista

 

 

   José de Alencar nasceu no Ceará, na cidade de Mecejana, no dia 1° de maio de 1829. Era filho do senador José Martiniano de Alencar e Ana Josefina de Alencar. Desde pequeno, José de Alencar gostava de ler velhos livros, cresceu em contato com a vida sertaneja e a natureza brasileira, sob a grande influência nativista passada pelo seu pai.

   Sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde freqüentou o Colégio Instrução Elementar. Em 1844, vai para São Paulo, onde cursa Direito. Formado, começa a advogar no Rio e passa a colaborar no Correio Mercantil, convidado por Francisco Otaviano de Almeida Rosa, seu colega de faculdade, e a escrever para o Jornal do Comércio. Torna-se o Redator-Chefe do Diário do Rio de Janeiro em 1855. Filia-se ao partido conservador, sendo eleito varias vezes a deputado do Ceará, mais tarde vai a ser ministro da Justiça. Não conseguiu realizar sua ambição de ser senador, por contentar – se com o título do Conselho. Desgosto com a carreira política passa a dedicar- se exclusivamente a literatura.

 

 

   Sua notoriedade começou com as Cartas sobra as Confederações dos Tamoios, publicada em 1856, com o pseudônimo de Ig, no Diário do Rio de Janeiro, onde criticava veemente o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, favorito do Imperador e considerado o então Chefe da literatura brasileira. Neste mesmo ano, publicou seu primeiro romance, “Cinco Minutos”.

Em 1857, publicou em folhetins, O Guarani, que lhe rendeu grande popularidade, dando impulso para outros romances de sua autoria, de gêneros indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poemas de natureza lendária, obras teatrais, poesias, crônicas, ensaios e polêmicas literárias, escritos políticos e estudos filosóficos. Alencar incorporou no movimento indianista na literatura brasileira do século XIX.

   Em 1866, Machado de Assis, elogiou em um artigo do Diário do Rio de Janeiro o romance de Iracema, a qual José tinha escrito no ano anterior. Machado de Assis sempre admirou José de Alencar, e quando fundou a Academia Brasileira de Letras, em 1897, escolheu Alencar como patrono de sua cadeira. Alencar ficou conhecido como “O patriarca da literatura brasileira”.

José de Alencar faleceu no Rio de Janeiro, com tuberculose, aos 48 anos de idade.

Suas obra são:


 

   ·         Cinco Minutos(1857);

   ·         O Guarani (1857);

   ·         A Viuvinha (1860);

   ·         Lucíola (1862);

   ·         Diva (1864)

   ·         Iracema (1865);

   ·         As Minas de Prata (1865);

   ·         A Prata da Gazela (1870);

   ·         O Gaúcho (1870)

   ·         O Tronco de Ipê (1871)

   ·         Til (1872)

   ·         Sonhos d’Ouro (1872);

   ·         Alfarrábios (1873);

   ·         Guerra dos Mascates (1873)

   ·         Ubirajara (1874);

   ·         Senhora (1875);

   ·         O Sertanejo (1875).

   ·         Encarnação, póstumo (1893);


 Fonte: http://www.casadobruxo.com.br/poesia/j/josealencarbio.htm

             http://vestibular.brasilescola.com/resumos-de-livros/jose-alencar.htm

             http://bib.cervantesvirtual.com/portal/FBN/biografias/jose_alencar/index.shtml